Captação de Água da Chuva

A implantação de um sistema de captação e aproveitamento de água da chuva (água pluvial) proporciona diversos benefícios a quem o implantar, à sociedade e ao meio ambiente. Dentre os benefícios estão a redução do consumo de água potável diminuindo os custos de água fornecida pelas companhias de abastecimento, diminuição do risco de enchentes e a preservação do meio ambiente reduzindo a escassez de recursos hídricos. O sistema de captação de água da chuva em edificações é formado por cinco componentes básicos: área de coleta, condutores, armazenamento, tratamento e distribuição. A água pluvial cai sobre telhados e lajes e é conduzida através de calhas e condutores até chegar ao reservatório, onde é armazenada. Após, é realizado o tratamento dessa água através de filtros e cloração. Por fim, a água é direcionada a tubulações específicas de água pluvial para distribuí-la para as torneiras, que devem ser identificadas como de uso não potável. A viabilidade da implantação de um sistema de captação de água da chuva é diretamente afetada por dois fatores: a precipitação e a área disponível para a captação de água. Quanto maior a precipitação e maior a área de captação, mais água será possível captar. A água da chuva pode ser aproveitada apenas para usos não potáveis, como rega de jardins e plantas, lavagem de piso e carros, e limpeza em geral. Dessa maneira, ao aproveitar a água da chuva, o consumidor estará economizando água potável (fornecida, por exemplo, pela SABESP), e que muitas vezes é utilizada para usos não potáveis, como os citados acima. Consequentemente, o aproveitamento da água da chuva irá gerar economia financeira para o consumidor, tanto na tarifa de água como na de esgoto. Com a implantação de um sistema de captação de água da chuva, o usuário pode economizar até 100% de água potável que é utilizada para fins não potáveis. Esta porcentagem pode variar de acordo com a área disponível para captar a água da chuva e a demanda de água do usuário. Publicado por ECOPRO Engenharia e Projetos Escrito por Nathália Vegi Bohner e Ricardo Gallinaro Pessoa

Áreas contaminadas e passivos ambientais – entenda um pouco mais sobre o assunto

As áreas contaminadas são locais onde ocorreram a introdução de substâncias químicas no ar, água e/ou solo, decorrentes de processos naturais ou atividades antrópicas (desempenhadas pelo ser humano), de forma que a utilização atual ou futura do local seja prejudicada, oferecendo risco à saúde humana e aos bens a proteger, como fauna, flora, interesses de proteção à natureza/paisagem, segurança e ordem pública, entre outros. A contaminação ocorre a partir do incorreto manejo, armazenamento ou disposição de substâncias químicas, de maneira que permita o vazamento e a propagação das mesmas no ar, solo e águas superficiais e subterrâneas. Após esta propagação, o ser humano estará exposto aos efeitos desses contaminantes através da inalação de vapores, contato dermal com o solo e ingestão de água e alimentos contaminados. O Banco de Dados Nacional sobre Áreas Contaminadas (BDNAC), instituído pela Resolução CONAMA nº 420/2009, tem por objetivo divulgar informações sobre as áreas contaminadas do Brasil, porém, atualmente, apenas recebe informações dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. De acordo com estudo “Panorama GAC – Mapeamento da Cadeia de Gerenciamento de Áreas Contaminadas” realizado em 2016 pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, no Brasil foram identificadas 6.288 áreas contaminadas (AC’s), sendo que a maior concentração de AC’s (80%) se encontram no Estado de São Paulo, devido a sua atuação pioneira no Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC). Ainda de acordo com o Panorama de GAC, o Estado de São Paulo se apresenta como estado com maior potencial de poluição, pois é o estado que tem mais indústrias e postos de combustíveis. Em seguida, são citados os estados de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. No Estado de São Paulo, a principal atividade econômica associada a áreas contaminadas são os postos de abastecimento (3.825 áreas, ou seja, 71,5%). Também merecem destaque as indústrias químicas, metalúrgicas, equipamentos de transporte, construção civil, material elétrico e eletrônicos, que contribuem para a existência de áreas contaminadas. O Gerenciamento de Áreas Contaminadas visa minimizar, para níveis aceitáveis, os riscos a que estão sujeitos a população e o meio ambiente em decorrência de exposição às substâncias provenientes de áreas contaminadas, por meio de um conjunto de medidas que assegurem o conhecimento das características dessas áreas e dos riscos e danos decorrentes da contaminação, proporcionando os instrumentos necessários à tomada de decisão quanto às formas de intervenção mais adequadas. A legislação brasileira prevê que a responsabilidade por recuperar a área contaminada é daquele que a contaminou ou daquele que usufruir dela, ou seja, se existe uma área contaminada e esta é vendida, o comprador deverá assumir a responsabilidade para recuperar a área. As consultorias ambientais desempenham um importante papel dentro do gerenciamento de áreas contaminadas, são elas que assumem responsabilidades técnicas diante aos órgãos ambientais. As principais atividades das consultorias ambientais envolvem o diagnóstico da área, realização de investigação para confirmação da contaminação, e se necessário, realizar a remediação até que seja possível tornar a área reabilitada para uso.  

8 de Junho – Dia Mundial dos Oceanos

Entre os dias 05 e 09 de Junho, ocorre na sede da ONU em Nova Iorque a Conferência sobre os Oceanos. O evento tem como objetivo reunir os principais chefes de Estado do mundo e representantes de organizações que trabalhem com o tema para discutir e promover parcerias e ações em apoio a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14: “Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) elaborou um vídeo especial para o tema dos oceanos, no qual especialistas e ativistas alertam para problemas como a alta concentração de plástico e a acidificação dos oceanos. O professor de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) José Lailson Brito Jr. comenta sobre a situação das tartarugas marinhas, que foram analisadas pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da UERJ, “Todas as tartarugas marinhas que foram entregues ao nosso laboratório tinham resíduos plásticos no trato digestório”. O professor explica que as tartarugas confundem sacolas plásticas, por exemplo, com algas, e acabam ingerindo essas sacolas, podendo morrer por inanição. O professor também relembra que o aquecimento global não só afeta o aumento do nível do mar, como também altera as correntes marítimas e o clima de vários locais. Para Ricardo Gomes, documentarista e biólogo marinho, é preciso fazer mais pelos oceanos. Ricardo lançou em 2014 o documentário “Mar Urbano” e agora no dia 9 de junho lançará durante a conferência o documentário “Baía Urbana”. Este último foi inspirado no momento em que a cidade do Rio de Janeiro estava se preparando para receber as Olimpíadas, com a análise de matérias publicadas sobre a poluição na Baía de Guanabara. O documentarista diz “O primeiro passo para a gente mudar a realidade é conhecer a vida que tem ali. A gente tem que conhecer para preservar”. Para ele, reverter esta situação dos oceanos, em escala global, é uma questão de direitos humanos, pois envolve a qualidade de vida da população. Fernanda Cortez que é empresária, lançou o movimento “Menos 1 Lixo”. Ela percebeu que precisava mudar o seu estilo de vida ao assistir a um documentário sobre o impacto do lixo nos oceanos. Fernanda desenvolveu um copo retrátil para substituir os copos de plásticos descartáveis. Em um ano ela evitou utilizar 1.618 copos descartáveis. Para ela, as pessoas devem tomar mais consciência da própria responsabilidade em relação ao meio ambiente. “Às vezes a gente acha que é um pequeno gesto, mas um pequeno gesto de formiguinha de muita gente junta muda o mundo”, diz Fernanda. Confira o vídeo da UNIC em: https://nacoesunidas.org/concentracao-de-plasticos-nos-oceanos-e-alarmante-dizem-especialistas/ Você pode acompanhar os detalhes da conferência no site oficial (oceanconference.un.org) ou pelas hashtags #SaveOurOcean e #MaresLimpos. Publicado por ECOPRO Engenharia e Projetos Escrito por Nathália Vegi Bohner

Sustentabilidade e a relação do condomínio com o ambiente urbano

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O condomínio representa um conjunto de moradias e abriga diversas famílias, dessa maneira, ele é influente na vida de muitas pessoas. É fácil perceber hoje que o ser humano deve buscar hábitos mais sustentáveis de maneira a garantir o bem-estar das gerações presentes e futuras. Portanto, o condomínio, por aglutinar tanta gente, deve buscar hábitos sustentáveis em sua gestão e incentivar que moradores e funcionários também os adotem. A seguir, destacamos ações que o condomínio pode adotar de forma que o impacte positivamente, bem como ao meio ambiente e à sociedade como um todo. Água Implantar captação de água da chuva para utilizá-la para rega de jardins e lavagem de pisos surge como importante ação. A captação de água das lavadoras de roupas é uma opção também, porém o gestor precisa atentar-se para o tratamento adequado aos tipos de água captada e seu uso. Mais uma opção para reduzir o consumo de água potável é reaproveitar a água do ar-condicionado. Alguns condomínios estão ainda colocando uma garrafa PET dentro da caixa de armazenamento de água para a descarga no vaso sanitário, dessa maneira é possível economizar o volume acionado sem diminuir a pressão e sem ter que fazer a troca por equipamentos mais econômicos. Se preferir a substituição do equipamento, opte por modelos de acionamento duplo (3 litros para dejetos líquidos e 6 litros para sólidos). Nos jardins é possível implantar um sistema de irrigação por gotejamento, assim a área verde estará sempre saudável e não haverá desperdício de água como ocorre na rega com mangueira. Para as torneiras, pode-se instalar um redutor de vazão e arejadores, que diminuem o fluxo da água, mas mantém a sensação de volume. Além de implantar nas torneiras do condomínio, é importante incentivar que os moradores também adotem essas soluções em suas torneiras. Implantar o sistema de leitura individualizada da conta de água funciona também como um grande estímulo para os moradores economizarem, pois, muitos condomínios têm esse valor embutido no rateio mensal, sem que os moradores percebam o quanto estão gastando de água. A conta individual fará com que os moradores saibam quanto consomem e economizem. Realizar a manutenção preventiva do sistema de encanamento para evitar/identificar vazamentos é outra medida que colabora para a economia de água. Deve-se, também, incentivar o morador a identificar vazamentos e notificar. Outra dica é investir em cursos para os funcionários, em reuniões e em alertas sobre o assunto. Finalmente, para os condomínios que têm lava-rápido para carros, recomenda-se adotar uma lavagem ecológica. Existem diversos produtos no mercado que demandam apenas o equivalente a um copo d’água para lavar o veículo. Energia Para ambientes que não precisam ser iluminados o tempo inteiro, pode-se instalar sensores de movimento ou interruptores que os próprios usuários ligam e desligam, afim de evitar desperdícios. A vantagem do sensor de movimento sobre o interruptor é que ele desligará sozinho se não houver mais ninguém no local. No caso do interruptor, o usuário poderá esquecer de desligá-lo. A desvantagem do sensor de movimento fica para os de grande circulação de pessoas, já que o acende e apaga contínuo poderá reduzir a vida útil da lâmpada. Os gestores podem ainda: Cuidar de que se mantenha deligada a luz artificial quando a natural for suficiente para iluminar o ambiente. Janelas e portas grandes aumentam a iluminação natural e ajudam a economizar energia; Realizar manutenção periódica em luminárias e evitar, assim, que a poeira se acumule, o que pode causar a redução da intensidade do fluxo luminoso; Pintar os ambientes de cores claras, que absorvem menos luz, portanto, dão mais eficiência à iluminação que incide no ambiente. Utilizar mobiliários e pintar as paredes com cores claras é uma possibilidade. A implantação de sistemas de captação da energia solar é uma boa opção para gerar sua própria fonte, sendo esta uma energia limpa e boa alternativa para se economizar na conta mensal paga à concessionária pública. Seu custo de instalação é alto e não são todos os condomínios que conseguirão arcar com esses gastos, mas o retorno do investimento é garantido. Podemos pensar também em eficiência energética, ou seja, fazer ajustes para que haja o uso mais eficiente da energia, por exemplo, trocar as lâmpadas incandescentes ou fluorescente por lâmpadas de LED. Como o valor da lâmpada LED é alto, a melhor opção é trocar somente quando uma lâmpada queima. Também se deve observar onde ocorre o maior consumo de energia e pensar em uma maneira de reduzi-lo, por exemplo, durante a madrugada não são necessários todos os elevadores ligados, já que o fluxo de pessoas não é grande. Resíduos & Coleta Seletiva Implantar a coleta seletiva é importante para garantir a destinação correta dos resíduos que são gerados no condomínio e pelos moradores. Além da separação dos materiais recicláveis, deve-se separar outros materiais como: óleo de cozinha, pilhas e baterias, eletrônicos, lâmpadas e remédios, todos esses resíduos merecem uma atenção especial para ter sua destinação correta e não poluir o meio ambiente. E ao implantar a coleta seletiva, lembre-se de dispor sempre um par de lixeiras em todos os ambientes comuns do condomínio, uma para resíduos recicláveis e outra para não recicláveis. Apenas nos sanitários não são necessárias as lixeiras de recicláveis. O resíduo orgânico (restos de alimentos) é outro tipo de “lixo” que pode ser reaproveitado no próprio condomínio, através da compostagem. Esta técnica transforma o resíduo orgânico em adubo, o qual pode ser utilizado no jardim do condomínio. Caso não haja espaço, é possível incentivar os moradores a adquirirem uma composteira doméstica. E, ao contrário do que muitos pensam, a compostagem não gera mau cheiro. Educação ambiental A educação ambiental é muito importante para o condomínio ser sustentável. Todas as ações tomadas devem ser comunicadas aos moradores, a fim de incentivá-los a adotar as práticas em suas casas e também mostrar que o condomínio está interessado em investir em sustentabilidade, o que reflete diretamente na qualidade de vida de todos. A educação ambiental pode ser realizada através de informativos nos elevadores, distribuição de material

Instalações, obras e uso de materiais sustentáveis pelo condomínio

Em artigo anterior, mostramos de que maneira o condomínio pode usar recursos como a água e energia, além de reaproveitar parte do “lixo” que gera, contribuindo para a sustentabilidade e o ambiente natural e urbano. É fácil perceber hoje que o ser humano deve buscar hábitos mais sustentáveis de maneira a garantir o bem-estar das gerações presentes e futuras. Portanto, o condomínio, por aglutinar tanta gente, deve buscar hábitos sustentáveis em sua gestão e incentivar que moradores e funcionários também os adotem. Agora, neste texto, a abordagem recairá sobre instalações, obras, insumos e materiais de uso corriqueiro nas edificações, pois aqui também pode haver um cuidado ambiental relevante para fins de preservação da vida no Planeta. Instalações Lâmpadas: As lâmpadas LED são mais econômicas e têm vida útil maior que as incandescentes e fluorescentes. Mesmo com seu custo elevado, vale a pena o investimento. Antes de instalar ou trocar uma lâmpada é importante conferir qual tipo é mais adequado para o ambiente. Por exemplo, uma lâmpada que utilizamos em uma sala não deve ser a mesma para se instalar na parte externa das edificações; Móveis de madeira: Ao comprar um móvel de madeira, verifique se esta matéria-prima provém de reflorestamento, pois isso significa que ela foi obtida de área plantada com a finalidade de extração, sendo que novas árvores irão repor aquelas que forem retiradas; Piso drenante: Ótima opção para a área externa de condomínios. São capazes de drenar a água, evitando formação de poças e enchentes. Esses pisos permitem que a água infiltre no solo, ajudando a irrigar as plantas do jardim. São antiderrapantes e podem ser utilizados em diversos locais das áreas comuns. No mercado; é possível encontrar pisos drenantes feitos de material reciclável. Obras e resíduos Em uma obra devemos separar as embalagens dos produtos assim que abertas para que essas não sejam contaminadas pelo pó gerado durante a obra. Assim, as embalagens poderão seguir para a reciclagem. Caso estejam cobertas por muita poeira, sua reciclagem poderá ser inviabilizada. No caso do entulho gerado, há duas opções, em obras pequenas é possível leva-lo até um Ecoponto da cidade de São Paulo, desde que seu volume máximo fique em até 1m³ por dia. Em obras maiores, porém, será necessário alugar uma caçamba. O entulho deverá ser destinado para aterros específicos para esse tipo de resíduo. Mas além de embalagens e entulhos, obras civis podem gerar outro tipo de transtorno ambiental: o barulho. Muitas vezes não conseguimos evitá-lo, tanto nos serviços realizados nas áreas comuns quanto nas unidades. A dica é executar as atividades que causem maior barulho quando houver o menor número de vizinhos em casa e pelo menor período possível. Isso pode ser orientado ao condômino, assim como sugerir que ele evite, também, fazer o corte de materiais, como peças de mármore, dentro do apartamento; o ideal é tirar as medidas e apenas fazer a instalação no local. A política da boa vizinhança é de grande ajuda para evitar confusões, é importante ainda comunicar a todos quando será o início e o fim da obra, se algum vizinho tem bebê é possível combinar horários para que não atrapalhe o horário do sono da criança. Por fim, existe a produção da poeira gerada pelas obras. Se possível, manter fechadas portas e janelas que dão para corredores e halls. Para que a poeira não passe por debaixo da porta, o morador pode colocar um pano úmido. Caso a poeira atinja áreas comuns por serviços realizados pelos moradores ou condomínio, é preciso limpar o local com frequência. Insumos (materiais de limpeza, sacos de lixo, copos, toalheiros de papel etc.) Produtos de limpeza: Prefira os produtos de limpeza concentrados, estes são mais sustentáveis pois economizam matéria-prima, gastam menos com transporte (distribuição do produto) e utilizam menos embalagens plásticas, gerando quantidade menor de resíduos. Além disso, é interessante sempre buscar produtos que tenham refil, já que esses economizam nas embalagens plásticas. Alguns produtos naturais podem substituir os produtos de limpeza, como o vinagre que é utilizado para tirar manchas e lavar pisos e rejunte. O limão pode ser aplicado com sucesso para limpar vidros e espelhos, remover ferrugem e dar brilho em objetos de metal. O bicarbonato de sódio também tem várias utilidades, como tirar o mau cheiro da geladeira do salão de festas ou lixeiras, desentupir pias, entre outros. Sabão: Ao comprar sabão de qualquer tipo, é importante verificar se utilizam “tensoativo biodegradável”. Este é um componente sintético que provoca a união de substâncias que em seu estado natural não se misturam, como água e óleo. Os fabricantes de detergente já são obrigados a utilizarem tensoativo biodegradável, porém os de sabão em pó, por exemplo, não são. Bucha: A bucha sintética, aquela que usamos para lavar a louça e para limpeza em geral, pode ser substituída pela vegetal. A bucha sintética é feita de plástico (derivado do petróleo) e tem vida útil curta, já a vegetal vem de uma planta, sua descontaminação é mais simples e barata, além disso ela é biodegradável, tem maior durabilidade e não risca a louça. Sempre depois de utilizar a bucha vegetal é importante deixá-la secar completamente para evitar a proliferação de bactérias. Sacos de lixo: A opção para o saco de lixo é comprar um que seja biodegradável ou orgânico, desta forma eles serão facilmente degradados sem causar poluição. Outra opção é comprar sacos feitos de plástico reciclado – este ainda pode causar poluição no meio ambiente ao ser descartado, porém, ao menos reduz a extração de matéria-prima necessária a para sua fabricação. Copos, talheres e pratos descartáveis: Nos salões de festas de condomínios é comum utilizarmos copos, talheres e pratos descartáveis pela facilidade de não ter que lavar, porém estes são os grandes vilões do meio ambiente. Por serem descartáveis, as pessoas normalmente os utilizam uma vez e os jogam fora, e se necessitam usar outra vez, pegam um novo. Dessa maneira, a geração de resíduos é muito grande ao se utilizar esses produtos. Recomenda-se utilizar copos, talheres e pratos de materiais duráveis,

17 de maio – Dia Mundial da Reciclagem

O Dia Mundial da Reciclagem é um dia importante para repensarmos nossos hábitos e para relembrarmos a importância da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305), a qual foi instituída em 2010 e trouxe grandes e relevantes mudanças para a gestão de resíduos sólidos no Brasil. Na PNRS não é utilizada a palavra lixo, mas sim a palavra resíduo. O resíduo é todo material descartado resultante de atividades humanas e sua destinação deve seguir uma ordem: reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação, aproveitamento energético e disposição final. Outra palavra que aparece é rejeito, que é o resíduo que depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação, não apresenta outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada, ou seja, a disposição em aterros sanitários. Um dos mais importantes objetivos da PNRS, e que merece ainda mais nossa atenção, nos alerta para refletirmos que, antes de descartar os resíduos devemos pensar na não geração e redução dos resíduos. Um exemplo prático do nosso dia a dia, é o uso de sacolas retornáveis ao invés de sacolas plásticas ao fazer as compras. Entre os princípios da PNRS, podemos encontrar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o que significa que todos, desde fabricantes, comerciantes até consumidores, temos obrigações quanto a minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como reduzir os impactos causados à saúde humana e meio ambiente decorrentes do ciclo de vida dos produtos. Como consumidores temos o dever de acondicionar os resíduos sólidos adequadamente e de forma diferenciada, disponibilizar adequadamente os resíduos recicláveis e não recicláveis para a coleta ou devolução, como no caso de pilhas e baterias que existem pontos de coleta em mercados e farmácias. A Educação Ambiental apresenta-se como uma importante ferramenta da PNRS e é definida como “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. A ECOPRO busca através da Educação Ambiental orientar a sociedade sobre ações sustentáveis que podem ser adotadas no dia-a-dia a fim de preservar, melhorar e recuperar a qualidade ambiental propícia à vida. Caso surja o interesse em incluir hábitos mais sustentáveis à sua rotina, tornando o local onde você mora ou a sua empresa ambientalmente eficiente e correta, procure a ECOPRO! Temos a solução para você! Publicado por ECOPRO Engenharia e Projetos Escrito por Nathália Vegi Bohner e Ricardo Gallinaro Pessoa

Por que devo limpar os materiais recicláveis antes de descartá-los em meu condomínio?

Ao separar os materiais recicláveis, muitas vezes os descartamos de qualquer maneira, sem fazer nenhum tipo de limpeza. Porém, isso pode prejudicar a coleta seletiva de diversas maneiras. Imagine que acabou o requeijão e você coloca o pote no reciclável sem passar nenhuma água. Este pote vai ficar armazenado no coletor de recicláveis por alguns dias dentro da sua casa, em seguida ele irá parar nos coletores do condomínio, onde poderá ficar por mais uma semana até passar a coleta seletiva na rua. Então, ao chegar à cooperativa, onde poderá esperar mais alguns dias até ser triado (s separado por seu tipo de material), este pote continuará sujo. Por fim, ele será levado para a recicladora, onde dias se somam a essa espera, até que a embalagem seja efetivamente transformada. Considerando que este pote estava sujo o tempo inteiro neste percurso até ser reciclado, quais prejuízos a falta de higiene poderá causar? São eles: Mau cheiro, atração de insetos e animais, proliferação de bactérias e fungos – aqui, com riscos de gerar doenças em quem for manuseá-lo, principalmente, os funcionários de empresas ou cooperativas de reciclagem. Além disso, esse pote estará misturado com outros materiais recicláveis, como o papel, o que poderá causar danos a este, ao sujá-lo e até inviabilizar a reciclagem do mesmo. Pensando em todas essas questões envolvidas, percebemos a importância da limpeza dos materiais recicláveis. Mas, como fica o consumo da água nesses processos, ele não seria excessivo? Não teríamos também que economizar água? Sim, sempre temos que buscar a diminuir nosso consumo de água. Por isso, seguem aqui algumas dicas de como fazer essa limpeza dos materiais. Limpeza: da “cozinha” para a reciclagem Primeiramente, não precisa ser feita aquela limpeza de esfregar com água e sabão, mas, sim, tirar o excesso! Para garrafas de plástico ou vidro e embalagens longa vida de leite ou suco, deve-se colocar um ou dois dedos de água, chacoalhar e despejar o conteúdo na pia, para tirar aquele restinho que sempre fica no fundo e nas paredes do recipiente. No caso de potes que contenham produtos que deixam bastante resíduo na embalagem, por exemplo, o de margarina, requeijão e leite condensado, a dica é colocá-los dentro da pia enquanto se lava a louça, dessa maneira a água com sabão irá cair sobre eles, fazendo, aos poucos, uma pré-lavagem sem gastar mais. Quanto aos papéis, devemos prestar bastante atenção. Papel sujo não vai para o reciclável, como o higiênico, guardanapo e jornal com as necessidades do seu PET. Isso tudo é rejeito, ou seja, não tem como reaproveitar de maneira alguma! Caixa de pizza é o que mais gera dúvida, então lá vai a dica: a tampa está sempre limpa, e não só pode, como deve ir para o reciclável!! Já a base da caixa onde se coloca pizza, dependerá de seu estado: às vezes ela fica com muita gordura, especialmente daquele queijo derretido que é uma delícia, mas não, não pode ir para o reciclável! Agora, se a mesma contiver somente alguns pinguinhos e machinhas de gordura, não haverá problema em destiná-lo à reciclagem junto com a tampa. Não esqueça de tirar os caroços de azeitona antes de descartar a embalagem, pois pode inviabilizar a reciclagem. Importante lembrar que papel higiênico, guardanapo e papel toalha NUNCA são recicláveis (limpos ou sujos). Portanto, a limpeza dos materiais recicláveis é sempre importante para evitar o mau cheiro até mesmo dentro da sua casa e não atrair insetos, que podem trazer doenças. E também para não prejudicar a qualidade do material, que dependendo do quão sujo está, acabará inviabilizando a reciclagem, pois resíduos sujos podem danificar os maquinários utilizados no processo. Publicado por Direcional Condomínios Escrito por Nathália Vegi Bohner

Como descartar vidros e demais objetos cortantes?

Objetos cortantes dispensados junto do lixo pelos moradores do prédio (como vidros, plásticos duros, metais etc.) podem trazer riscos aos funcionários do condomínio e também do serviço público de coleta urbana, especialmente se estiverem quebrados. A engenheira ambiental Nathália Vegi Bohner recomenda, abaixo, procedimentos mais seguros para esse tipo de descarte. Nathália destaca que 17 de maio é DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM e convida todos a fazerem a sua parte! 1 – QUAIS AS REGRAS O CONDOMÍNIO DEVE ADOTAR PARA ESSE DESCARTE? Se os vidros não estiverem quebrados (como garrafas inteiras), não será preciso embrulhá-los. Basta colocar o material juntamente com os outros recicláveis e, se for em grande quantidade, o morador poderá deixar tudo em uma caixa de papelão para maior proteção. Já os vidros quebrados ou objetos cortantes devem ser embrulhados em jornais ou em outras embalagens recicláveis para evitar que as pessoas se cortem ao manuseá-los. Também é importante identificar este embrulho com a palavra “vidro” ou expressão “objeto cortante”, dessa maneira quem for manuseá-lo já sabe que deve ter um maior cuidado. 2 – A QUEM DESTINAR ESSE MATERIAL? O vidro pode ser descartado com os demais resíduos recicláveis, como papel, metal e plástico, inclusive dispostos no mesmo coletor (lixeira). Se a coleta seletiva do titular dos serviços públicos de limpeza urbana passar na rua do condomínio, a destinação será mais fácil e correta. Porém, se não existe essa coleta na rua do condomínio, o melhor é entrar em contato com a cooperativa mais próxima do local do prédio para que retirem os resíduos. Em São Paulo, o endereço das cooperativas pode ser encontrado no site da Amlurb (empresa pública de limpeza urbana; consulte em http://www.capital.sp.gov.br/cidade/secretarias/regionais/amlurb/).   Publicado por Direcional Condomínios Escrito por Nathália Vegi Bohner

Os condomínios e o descarte correto do óleo de cozinha

Síndicos devem orientar condôminos para evitar entupimentos e danos ao meio ambiente. Muitas pessoas têm o costume de, após fazer alguma fritura em casa, despejar a sobra do óleo na pia. Porém, essa atitude pode causar diversos prejuízos ao meio ambiente e ao próprio condomínio. Então, como devo orientar aos moradores a fazerem o correto descarte? Ao despejar o óleo de cozinha no ralo da pia, este passa por diversas tubulações dentro das casas e condomínios e grande quantidade do óleo gruda nas paredes desses encanamentos, absorvendo alimentos. Como consequência, ocorre o entupimento do sistema de encanamento e da caixa de gordura, o que aumenta o gasto com manutenção e pode atrair ratos e baratas. Outra questão importante é que ao descartar o óleo de cozinha na pia, este segue para a rede de esgoto e as estações de tratamento não estão preparadas para receber grandes volumes de óleo diariamente. Assim, o tratamento do esgoto não será eficaz e este será despejado em rios, contaminando o meio ambiente. No Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o consumo de óleo é de 15 litros por pessoa anualmente. Já a Sabesp aponta que 1 litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água. O óleo forma uma camada na superfície dos rios impedindo que a luz passe, prejudicando a vida de peixes e outras espécies aquáticas. O descarte incorreto do óleo também pode aumentar o risco de enchentes. Como descartar Agora que você já sabe todos os problemas que são gerados pelo descarte incorreto do óleo, vamos falar sobre como fazer o descarte correto. Em São Paulo, existem diversas cooperativas, ONGs e empresas privadas que fazem a reciclagem do óleo de cozinha, transformando-o em sabão, tinta, verniz e biodiesel. Uma opção para o condomínio é disponibilizar para os moradores em algum espaço comum uma bombona de 50 litros com um funil. Dessa maneira os condôminos devem armazenar, em suas casas, o óleo de cozinha em uma garrafa PET ou de vidro (com tampa), e depois despejar o óleo dentro da bombona. Eles podem e devem reaproveitar a garrafa para armazenar o óleo novamente. Lembrando que é importante esperar o óleo esfriar, cerca de 30 minutos após o aquecimento, e coá-lo antes de transferi-lo para uma garrafa. Para o restinho de óleo que sobrou na panela, deve-se passar um papel toalha para absorvê-lo e descartar o papel na lixeira de resíduo não reciclável. Quando a bombona estiver cheia, basta o condomínio ligar para uma empresa que venha recolher esse óleo. Outra opção é usar um aplicativo que encontra a empresa mais próxima de você e marca um horário para a retirada. Também há diversos pontos de entrega. No site do Programa Óleo Sustentável, criado pela Abiove, é possível encontrar o ponto de entrega mais próximo do seu condomínio. Algumas empresas trocam óleo por produtos de limpeza ou sabão Publicado por Direcional Condomínios Escrito por Nathália Vegi Bohner

Como separar corretamente os resíduos recicláveis

Quando decidimos implantar a coleta seletiva no condomínio, uma dúvida surge: como devemos separar os resíduos recicláveis? É preciso ter um coletor para cada tipo de material ou pode colocar tudo junto? A resposta para essas perguntas depende do que o condomínio busca. Se o objetivo é vender os resíduos recicláveis, a melhor opção é separar em diversos coletores, um para cada tipo de material: papel, plástico, metal e vidro. Porém, encontrar alguém que compre esses resíduos recicláveis não é tão fácil assim, pois cada material tem um valor no mercado, e alguns são tão baratos que não valem a pena para as cooperativas ou empresas comprarem. Por outro lado, se o objetivo do condomínio é apenas destinar corretamente seus resíduos, a tarefa é mais fácil. Será necessário somente um coletor para os materiais recicláveis, como plástico, papel, metal e vidro. Não tem problema ir tudo misturado, na cooperativa será feita uma triagem minuciosa. Alguns resíduos recicláveis merecem uma atenção especial, são eles: pilhas e baterias, eletrônicos, óleo de cozinha e lâmpadas fluorescentes. As pilhas e baterias podem ser armazenadas em uma caixa próxima ao coletor de resíduos recicláveis e depois levadas a um supermercado que as aceite, por exemplo. Também há a possibilidade de uma empresa retirá-las no condomínio, porém este serviço é pago; Os eletrônicos devem ser separados dos demais materiais recicláveis e, para sua destinação correta, você pode consultar uma cooperativa ou empresa que já retira os resíduos recicláveis e verificar se eles também trabalham com esse tipo de material. Pode verificar ainda se há campanha no seu bairro para coleta de eletrônicos ou contratar uma empresa que atua exclusivamente com esse tipo de resíduo; alguns desses materiais são comprados por empresas, mas sobre outros recai uma taxa para retirada; O óleo de cozinha deve ser armazenado em uma bombona e retirado por uma empresa específica para reciclagem de óleo, normalmente não se cobra por esse serviço; As lâmpadas fluorescentes são recicláveis, porém, por conter um pó químico em seu interior, é necessário ter um cuidado especial. A melhor opção é instruir para que cada morador destine sua lâmpada. Existem pontos de coleta em supermercados e lojas de materiais de construção. Não é aconselhável o condomínio dispor de um coletor, pois o armazenamento dessas lâmpadas tem algumas especificações para não haver contaminação. Além dos resíduos recicláveis, o condomínio pode separar os resíduos orgânicos, que são os restos de alimentos, como cascas de frutas e vegetais. Este resíduo orgânico pode ser transformado em adubo através de composteiras, que podem ser implantadas no próprio condomínio. Resumindo, o recomendável é ter um coletor para os resíduos recicláveis, um coletor para os resíduos não recicláveis, um para resíduos orgânicos, um pequeno para pilhas e baterias e uma bombona para coleta de óleo de cozinha. Publicado por Direcional Condomínios Escrito por Nathália Vegi Bohner